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terça-feira, 20 de maio de 2014
SINOPSE
Nós somos treze meninas, em cativeiro, escravas do nosso mestre.
Um mestre que nunca vimos.
A obediência vai se tornar tudo o que conhecemos em nossa existência superficial. É a única emoção que estamos autorizadas a sentir.
Quando nos comportamos mal, somos punidas. Quando nos comportamos bem, somos recompensadas.
Nossas cicatrizes são profundas. Ainda assim, sobrevivemos, porque nós temos que sobreviver... porque ELE nos ensinou.
Todas nós somos especiais, nós sentimos isso com tudo o que somos.
Ele nos tem por uma razão, mas é um motivo que não sabemos.
Nós nunca vimos o rosto dele, mas sabemos que algo profundamente quebrado se encontra abaixo da escuridão. Com cada toque, a cada punição, nós o conhecemos.
Então, alguma coisa mudou.
Ele me mostrou quem ele realmente é.
Agora eu o quero.
Eu vou contra tudo o que conheço para estar com ele.
Um monstro.
Meu monstro.
Amar ele é um pecado, mas eu sou uma pecadora. Eu não vou parar até eu ver cada parte dele. Mesmo as partes que ele mantém trancados lá no fundo.
Eu Sou a Número Treze e esta é a minha história.
Ela é minha! Era isso o que Anthony McKlain desejara gritar, mas deve ocultar no coração aquele amor. 
Os segredos e as mentiras conspiram contra ele, fazendo-o acreditar que é impossível amá-la, e, mesmo assim, Anthony está disposto a dar a vida por ela, porque prefere morrer por amor a viver sem tê-la.

Uma história de amor cheia de segredos, laços de sangue, intriga e paixão, enfeitada com a magia das terras escocesas.

Sinopse: A primeira vez que isso aconteceu, parecia um milagre impossível. Dívidas foram se acumulando, somando mais dinheiro do que eu poderia conseguir. Contas hospitalares da mamãe. Aula do meu irmão mais novo. A taxa da minha matrícula. Aluguel. Eletricidade. Tudo isso em meus ombros. E eu tinha acabado de perder meu emprego. Não havia esperança, não havia dinheiro em minha conta, sem trabalho para ser encontrado. E então, quando pensei que toda a esperança estava perdida, encontrei um envelope no correio. Nenhum endereço de remetente. Meu nome na frente, meu endereço. Dentro havia um cheque, nominal para mim no valor de dez mil dólares. O suficiente para pagar as contas e me deixar alguma sobra para viver até que encontrasse um emprego. O suficiente para me deixar concentrar nas aulas. Não havia nenhum nome no cheque, apenas “VRI Inc.”, e um endereço de caixa postal de algum lugar da cidade. Nenhum indício de identidade ou o motivo para verificação ou qualquer coisa. Nenhuma menção de reembolso, juros, nada... a não ser uma única palavra: “Você”. Apenas aquelas quatro letras.
Se você receber um cheque misterioso, dinheiro suficiente para apagar todas as suas preocupações, você iria descontá-lo? Eu o fiz. No mês seguinte recebi outro cheque, novamente vindo de VRI Incorporated. Ele também continha uma única palavra: “Pertence”. Um terceiro cheque no mês seguinte. Desta vez, duas palavras. Quatro letras. “A mim”. Os cheques continuaram chegando. As palavras pararam. Dez mil dólares, todo mês. Uma garota se acostuma com isso, bem rápido. Isso fez com que eu pagasse as contas sem me endividar. Fez com que eu mantivesse meu irmão mais novo na escola e os cuidados da mamãe pagos. Como você dispensa o que parece ser dinheiro livre, quando está desesperado? Você não faz. Eu não fiz.
E então, depois de um ano, houve uma batida na minha porta. Uma limusine preta elegante parada na calçada em frente a minha casa. Um motorista ficou na minha frente e falou sete palavras: “É hora de pagar a sua dívida”.Você teria feito isso? Eu fiz.


4.O Fim

Há uma razão será para se sofrer, se torturar, se auto flagelar?
Já não consigo encontrar essa razão, pois não sei aonde perdi.
Durante esse século que vivi, eu li romances e poemas, presenciei peças, e com o passar dos anos vieram às musicas e filmes, todos relatando sentimentos humanos e o mais intenso deles: o amor, com suas maravilhas, sua magia.
Eu senti tudo isso e muito mais, um sentimento que achei, nunca iria conhecer, mas Bella me proporcionou esse presente.
Cheguei à conclusão de que um clichê é valido: é melhor desistir de um amor para protegê-lo do que viver a incapacidade de nunca o conhecer.
Hoje eu agiria certo e para proteger Bella , meu eterno amor, a razão de minha existência eu a deixaria.
Pela manha um pequeno feixe de luz invadia a sala, iluminou o piano, uma dor invadiu meu ser, a hora estava chegando, lembrei- me de quanto tempo eu não tocava e como foi maravilhoso voltar a tocar quando compus a canção de Bella.
Decidi que precisava de uma despedida, sentei- me no piano e comecei a tocar, tive uma imagem nítida da primeira vez que toquei para ela essa musica, de sua reação e também de como ela reagiu ao ouvi-la no CD…
CD… Lembrei-me de seus presentes, e que como ia embora  teria que fazer isso direito, eu teria que faze-la acreditar na mentira que não a amava e ainda teria que ser como eu nunca tivesse existido, e para isso eu não poderia deixar rastros, coisas que a fizesse lembrar desses momentos.
Troquei-me rapidamente, deixei todas minhas coisas arrumadas, fui até a casa de Bella, ela já estava acordada, percebi que ela havia tirado muitas fotos e escreveu para sua mãe, então teria que vir mais tarde, peguei meu volvo e fui para escola, esperei impacientemente, hoje seriam meus últimos momentos com ela, seria o pior dia para manter meu teatro, mantive-me como os dias anteriores calado, ao final das aulas acompanhei ela até seu carro e como sabia que não me perguntaria se eu iria vê-la eu o fiz:
- Importa-se se eu aparecer hoje? _ Ela se espantou senti sua respiração mudar. -
- É claro que não. – lembrei que ela não trabalhava hoje. -
- Agora?  – era melhor acabar logo com essa tortura. -
- Claro –  - Eu só ia deixar uma carta no correio pra Renée no caminho. Eu te encontro lá.
Me inclinei para pegar o envelope, uma leve brisa fez-me sentir seu cheiro, era como fogo em minha garganta mas me faria muita falta, sussurrei baixo:
- Eu vou fazer isso. – E ainda vou chegar lá mais rápido que você. – Sorri, talvez fosse meu último sorriso para meu amor. Não era um sorriso completo, eu sabia o que viria a seguir, o fim.
- Ok – Ela concordou sem retribuir meu sorriso, sabia que desconfiava de algo.
No caminho deixei sua carta no correio, claro que cheguei antes dela, estacionei na vaga que era de Charlie, subi rapidamente em seu quarto abri as gavetas e peguei as passagens, tirei do Cd Player o CD que a dei, vi que o álbum estava ali e abri, retirei minhas fotos.
Uma foto me chamou atenção, a que foi tirada na sala de sua casa por Charlie, Bella tinha dobrado ao meio, me partiu o coração tentar imaginar o motivo por de traz dessa atitude, era obvio que a foto estava errada, bela com toda sua vida e beleza ali ao lado de um monstro, peguei todas as coisas e lembrei-me de uma tabua solta no assoalho então as coloquei ali, talvez um dia quando nossa história não passar de uma lembrança passada para Bella ela encontre afinal as coisas são dela, mas a foto nossa, essa coloquei no bolso de meu casaco.
Escutei sua chev se aproximando e corri para meu carro. Ela parou em frente à casa, respirei fundo antes de sair do carro e fui ao encontro da coisa mais difícil que iria fazer em meus cem anos de existência.
Inclinei-me peguei seus livros e os coloquei novamente no banco do carro.
- Venha caminhar comigo – sugeri, ela me acompanhou sem protestar, isso não era normal em Bella ela sempre questionava situações diferentes, nem esperei por alguma reação caminhei para o lado oeste de seu quintal ao inicio da floresta.
Avancei alguns passos adentro, não fui longe para Bella poder voltar com facilidade, eu não sabia como fazer aquilo, eu estava trincando aos poucos, inclinei em uma arvore, tentei compor minha expressão, e ainda bem que vampiros não choram, só assim poderia fingir.
Eu estava pensando em como começar, em que palavras usar quando ela impaciente começou:
- Tudo bem, vamos conversar – O tom dela era de urgência então respirei fundo e soltei a bomba:
- Bella, nós vamos embora. Ela respirou fundo, mas não pareceu entender o sentido de minhas palavras.
- Porque agora? Mais um ano…
- Bella, está na hora. Afinal, quanto tempo mais poderíamos ficar em Forks, afinal? Carlisle mal pode fingir que tem trinta anos, agora ele já está dizendo que tem trinta e três. Nós vamos ter que recomeçar tudo de novo em breve de qualquer jeito.
Usei uma desculpa patética, ela não entendeu direito, me encarou tentando entender o sentido de minhas palavras deixei minha expressão a mais fria possível para que ficasse claro o que estava acontecendo, e Bella percebeu:
- Quando você diz nós… – ela sussurrou e eu completei a ideia.
- Eu estou falando de minha família e eu – Cada palavra era separada e distinta.
Bella ficou balançando a cabeça para frente e para traz como se tentasse entender o que acontecia, esperei sabia que humanos tinham problemas com meias palavras.
Levaram alguns minutos ela respondeu:
- Tudo bem – Ela disse – Eu vou com vocês. – Ela se incluía nos planos, O que devo falar?
- Você não pode Bella. O lugar pra onde estamos indo… Não é o lugar certo pra você.
- Onde você estiver é o lugar certo pra mim. – Ela não aceitava exatamente como Alice viu.
- Eu não sou bom pra você, Bella.
- Não seja ridículo – ela implorava, tive que lutar com minha própria  vontade de desistir. – Você é a melhor parte da minha vida.
- Meu mundo não é pra você – eu disse severamente agora, teria que ter uma forma de ela aceitar?
- O que aconteceu com Jasper, aquilo não foi nada, Edward! Nada! – Ela argumentava,
- Você está certa – concordei esse não era o motivo total. – Foi exatamente como o esperado.
- Você prometeu! Em Phoenix, você prometeu que ia ficar. – essa foi como uma punhalada, eu sabia de minha promessa, mas não poderia cumprir.
- Enquanto isso fosse o melhor pra você – corrigi.
- Não! Isso é por causa da minha alma, não é? – ela gritava, – Carlisle me falou sobre isso, e eu não ligo Edward. Eu não ligo! Você pode ficar com minha alma. Eu não a quero sem você, ela já é sua! – a dor invadiu meu ser eu sabia que teria que dizer algo pior, mentir melhor, mas essa mentira  doeria muito.
Desviei o olhar em uma tentativa patética de esconder a vergonha, mas anos de pratica com a mentira me ajudariam, tentei parecer natural, tentei sorri, respirei fundo a encarei e disse a maior mentira:
- Bella, eu não quero que você venha comigo. – Falei lentamente mantive meus olhar o mais frio possível.
Ela me encarou processando as palavras em seu rosto, percebi a dor, a frustação, a duvida até ela conseguiu falar.
- Você… não… me quer? – Ela chegou à conclusão do que eu queria dizer, mas não conseguia, juntei minhas forças e concordei.
- Não.
Neste momento, senti que o Edward que me tornara com Bella morrera.
Ela me encarou sem entender muito, como eu já estava morto meu olhar vazio respondia a suas duvidas.
- Bem, isso muda tudo…– sua voz ficou calma, eu não estava entendendo, eu era covarde demais para dar um fim dessa forma, lembrei-me de todas as promessas de amor, e de certa forma Bella não aceitaria fácil o fim também.
Olhei ao longe pelas arvores, escolhendo as palavras, as desculpas.
Eu gaguejava algo diferente para mim, mas de certa forma eu dizia a verdade agora.
- É claro que eu sempre amarei você… de certa forma. Mas o que aconteceu na outra noite me fez perceber que estava na hora de uma mudança. Por que…  Estou… Cansado de fingir ser uma coisa que eu não sou, Bella. Eu não sou humano.
- Eu deixei isso ir longe demais, eu lamento por isso.
- Não lamente – ela tentava. – Não faça isso.
Olhei e vi que desculpas deixavam mais difíceis. Lembrei-me da foto dobrada e de como Bella sentia-se em relação a mim e usei isso, usei mais mentira.
- Você não é boa pra mim, Bella – contornei as palavras anteriores.
- Se… Isso é o que você quer.
Só consegui acenar com a cabeça.
A sua expressão  fez lembrar-se da visão de Alice, ela viu Bella , muito mau, caída na floresta, e de repente sumiu de sua visão, isso só podia significar algo, a visão de Alice dizia que Bella … Retirei  de meu pensamento a ideia e tentei falar algo que impedisse isso.
- Eu gostaria de te pedir um favor, porém, se não for pedir demais – disse.
- Qualquer coisa.
- Não faça nada perigoso ou estúpido – falei em tom de ordem- Você entendeu o
Que eu disse? Enfatizei desviei o olhar – Eu estou pensando em Charlie, é claro. Ele Precisa de você. Cuide-se… por ele.
Ela nada dizia afirmava com a cabeça, ate responder por fim;
-Eu vou-
- E eu te farei uma promessa em retorno –  disse. – Eu prometo que essa será a última vez que você vai me ver. Eu não vou voltar. Eu não vou te envolver em nada assim novamente. Você pode seguir a sua vida sem mais nenhuma interferência da minha parte. Será como se eu nunca existisse. -
Sorri gentilmente. – Não se preocupe. Você é humana, sua memória é como uma  peneira. O tempo curas as feridas para as pessoas da sua espécie.
Para os humanos se recuperar de algo assim leva um tempo mas passa, e sem as provas físicas que tirei dela como cd as fotos, seria fácil desaparecer de sua mente;
- E as suas memórias? – essa pergunta me pegou desprevenido, para nós vampiros a memoria perfeita não se apaga, é claro que se lembraria dela a cada dia de minha existência.
- Bem – Eu não vou esquecer. Mas a minha espécie… Nós nos distraímos muito facilmente.
Sorri de leve, pensando em como seria minha existência daqui para frente.
- Isso é tudo, eu suponho. Nós não vamos te incomodar de novo.
Usei o plural, para ela não esperar ninguém.
- Alice não vai voltar –
sabia que ela lembraria de Alice, sua amizade tinha ficado forte.
- Não. Eles já foram todos embora. Eu fiquei pra trás pra te dizer adeus.
- Alice foi embora? – - Ela queria dizer adeus, mas eu a convenci de que uma despedida limpa seria o melhor pra você.
Eu não podia ficar mais ali, era hora de ir, aquela tortura não faria nenhum bem para nenhum de nós.
- Adeus, Bella – disse, e mais um passo para minha cova.
Seus olhos fecharam, eu dei um beijo em sua testa, não me contive eu precisava dessa despedida, como queria beijar seus lábios, meu peito sufocou, eu sussurrei:
- Cuide-se – respirei sua pele, senti pela ultima vez seu cheiro, e fui.
Corri, dei a volta pela floresta e retornei a frente de sua casa esperei em meu carro, mas não vi Bella sair de lá, me preocupou um pouco pois as visões de Alice a mostravam andando sem rumo que idiota eu fui porque leva-la lá, fui ate sua picape peguei um caderno arranquei uma folha e fiz um bilhete para Charlie imitando a letra de Bella, assim ele saberia aonde encontra-la ele estaria quase chegando.
Retornei ao meu carro e acelerei o máximo que pude ate estar longe o suficiente.
Perguntei-me se voltaria para deixa-la segura em casa, mas não poderia, era tarde e voltar atrás só me faria ficar.
Dirigi rumo ao sul, em minha mente eu só via seus olhos castanhos intensos, perdidos com a duvida, se afundando na tristeza, no momento em que acreditava na mentira estupida que jogava para cima dela.
Era preciso, necessário, repetia para mim mesmo, e meu ser que estava trincado agora sentia como se quebrasse por inteiro, estava se despedaçando, podia sentir como se cada membro de meu corpo se separasse do resto.
Em meu peito que era oco pela ausência de batimentos, agora era um poço sem fim.
Quando já estava longe o suficiente parei em um acostamento, se eu fosse humano esse era o momento em que estaria se esvaindo em lagrimas, mas a ausência de lagrimas não significava a ausência de dor, a dor crescia até se tornar completa.
Respirei fundo e disse em voz alta para mim mesmo:
-isso era a coisa certa a fazer. Ela vai ficar bem!
Religuei o carro e continuei rumo ao sul, tomei minha decisão tentaria me distrair o máximo possível, toquei o celular preso no painel e acionei a discagem rápida o telefone tocou somente uma vez.
-Olá Edward, Alice me disse que você ligaria.
-Oi Jasper, como esta?
-Aposto que bem melhor que você.
-E Alice?
-Nada feliz com sua decisão.
-Eu imaginava isso, mas já que você sabe porque liguei, será que pode me ajudar?
-Edward eu não posso me afastar de Alice nesse momento, ela esta chateada com sua decisão e também precisa se distrair, até já se matriculei junto com ela em um curso de moda, assim ficamos juntos.
-Entendo! Boa sorte para você.
-Edward, mas sei quem pode te ajudar, Peter e Charlote vão gostar da ideia, eles gostam de desafios.
-Então entre em contato com eles para mim eu retornarei logo.
-Claro Edward.,
-Alice quer falar?
-No momento não.
-tudo bem então ate logo.
Desliguei o telefone e segui rumo a meu plano de distrações, cheguei ao limite que meu tanque de gasolina aguentou e parei em um posto de estrada, o posto era tão velho que as bombas não eram automáticas, teria que pagar no dinheiro, depois de abastecer fui ate o caixa, uma mulher de meia idade baixa e com um boné me atendeu, em sua mente a duvida:
“o que um rapaz faz a essa hora viajando sozinho?”
-são setenta e cinco dólares- “ Ele encheu o tanque, ira viajar bastante?”
O jornal no balcão me chamou a atenção
“Morte sem explicação aos arredores da rodovia chama a atenção da policia”
Pela descrição dos corpos e de como foram desovados só tive uma certeza, um vampiro.
- vou levar o jornal também.
-eu pego outro rapaz, esse esta incompleto. ” Talvez ele queira o caderno de esportes meu marido levou para dentro de casa.”
-não preciso eu só preciso desse. Pode ficar com o troco.
Deixei no balcão uma nota de cem, e nem percebi que estava respondendo a seus pensamentos, mas obvio que não a veria novamente, fui até meu carro agora já tinha uma primeira pista aonde começar.
Victória, estava por perto, eu iria caça-la.

3. O certo

Olhando para a janela vi o dia chegando lentamente, meus minutos estavam contados, Bella se mexeu e acordou, mais cedo que o de costume, obviamente os analgésicos não estavam fazendo efeito, ela estava com uma feição de cansaço, como a noite de sono não tivesse surtido efeito nenhum.
Beijei sua testa, e antes de dizer qualquer coisa que me fizesse desistir de minha decisão, ou qualquer coisa que tornasse- a mais difícil saltei pela janela, corri em direção à casa dos Cullen.
Quando me aproximei diminui os passos,  já ouvia seus pensamentos:
Esme: “ele esta chegando, por favor, nenhuma palavra sobre ontem a noite.”
Carlisle: “o deixem contar sua decisão”
Rose: “ele passou a noite toda com ela, já não está obvia sua decisão. ”
Emeett: “ Rose por favor já discutimos isto, e qual for a decisão de Edward vamos apoia-lo”
Entrei na mansão e na imensa sala branca todos estavam ali, não escutei os pensamentos de Alice que estava bem tranquila, somente imagens de lojas de compras para sua viajem passavam por sua mente, talvez por eu  estar na duvida ela não teve visão nenhuma, ainda.
-ola- cumprimentei a todos-  Acredito que esperam uma decisão minha, antes de qualquer coisa, peço desculpas.
“filho não precisa se desculpar, não foi culpa sua”- Esme não faça isso e, por favor, me deixe terminar.
“ tudo bem filho continue”
Pensei muito e sei que coloquei todos vocês em uma situação muito perigosa, desculpas, e sei que não tem volta, mas o que eu decidi fará  mudarmos radicalmente nossa vida.
“ eu sabia, o egoísta vai querer que todos mudem para ela poder ficar feliz com ela”
-Rose você esta certa e errada ao mesmo tempo, respondi a seu pensamento insolente.
-Eu também compliquei a vida de Bella a trazendo a essa nossa vida, então pensei em algo certo para  todos, teremos que nos afastar dela, daqui para sempre, ou pelo menos pelo período de sua vida, visando que nos somos eternos e ela vivera poucos anos como todos os humanos logo poderemos voltar. – Pensar na vida de Bella acabando me deixava com um vazio.
Nesse momento, Alice se manifestou tendo imediatamente uma visão do que eu decidi.
-Você não vai fazer isso!!!! É insano…..Que decisão ridícula!!!!!!!!
-O que você vai fazer Edward, Esme perguntou preocupada percebendo o tom de urgência nas palavras de Alice. Em seus pensamentos muita preocupação.
-Ele decidiu ir embora, se afastar até de sua família, Edward o que você está pensando, nem sabe o que fazer? -Alice respondeu, suas visões estavam confusas exatamente como minha mente.
-Filho, vamos sim se isso é o melhor para menina, faremos isso. – Carlisle respondeu  certo de que ele já havia  pensado nessa possibilidade-, mas não entendendo realmente porque se afastar de nós filho?
-Carlisle faça Edward ter algum juízo, suas decisões estão difusas, ele nem tem um rumo. – Alice estava muito agitada. -
-filho pense bem. – Carlisle ficou com o tom urgente imaginando uma decisão pior.
-Calma me deixem explicar, por favor.
-Fale filho, Esme me encorajou em sua expressão estava  dor, se nesse momento ela pudesse chorar ela o faria.
-eu não vou com vocês, mas não vou fazer nada tão ruim como esta pensando Carlisle, eu simplesmente preciso de tempo, para pensar sozinho, espero que consiga resolver as coisas no hospital, eu vou pra escola, e enquanto arrumo às coisas vou fingir estar tudo normal, antes de me despedir de Bella.
Jasper em nenhum momento se manifestou, sua mente ficou aliviada como se eu tirasse um imenso peso de suas costas. Mas ele sentia minha angustia e se aproximou para acalmar a situação.
-Jas, creio que nem seu dom acalma a angustia em meu peito.
-Mas pode ser aliviada, venha conosco, assim posso te ajudar nisso.
Rose e Emmett se retiram indo se preparar, Rose não pensou em mais nada acusatório, em sua mente havia dor eu sabia que me amava como irmã e essa decisão também a entristecia.
Alice se revoltou, em sua mente começaram imagens de Bella com minha decisão.
-Você sabe o que vai fazer a ela?
-ALICE!! Pare de ver o futuro dela, não complique mais, em sua mente  imagens de Bella infeliz, deprimida. – Os humanos se recuperam Alice.!!!
-Pense melhor, ainda vejo uma possibilidade de você mudar de ideia você a ama muito.
-Não vou!!! É a única maneira.
A mente de Alice via ainda uma possibilidade de futuro, eu desistindo e ficando com ela, mas esse futuro estava sempre acompanhado de outra visão, e isso eu não podia permitir.
-Veremos! Jas vamos viajar, e espero voltar para forks!!! Edward, não me decepcione.
Ela puxou Jasper pela mão e foram para o carro, ela ainda me mostrava imagens de eu desistindo de deixar Bella, confesso que uma boa parte de mim queria que isso se tornasse real.
Entrei no carro e fui para escola, no caminha planejei como teria que proceder daqui pra frente, seria uma separação repentina ou eu deveria me afastar dela aos poucos, eu lia varia mentes humanas sabia que cada um reagia de forma diferente a um fim de relacionamento, mas com Bella eu não lia a sua mente, e não poderia saber como reagiria.
Esperei-a como sempre,
Abri a porta do carro para ela.
- Como você se sente?
- Perfeita – tentando mentir, obviamente, em seu rosto estava estampado, que não estava nada bem.
Nós andamos em silêncio, diminui meu passo pra alcançar a velocidade dela, que estava lenta devido aos analgésicos.
Fiquei lendo as mentes em minha volta para saber se poderia ter uma ideia de como agir nessa situação, Jéssica acabara de terminar o relacionamento com Mike talvez me desse algo.
“Eles estão com uma cara, será que brigaram? Bem eu e Mike não duramos muito, talvez eles também não estejam bem? quem sabe eu tenha chance algum dia”
Jessica tinha uma mente muito fútil não poderia servir de base para Bella, nunca.
Procurei por outra, mas ninguém se parecia com ela, Bella é única.
Pensei em anos que estive entre humanos e nunca houve se quer alguém como Bella.
Mantive-me calado, pensei em mante-se distante, ela mesma poderia chegar à conclusão de que eu não era tão especial.
Inútil, Bella sempre me achava mais perfeito do que eu realmente era.
Durante as aulas, permaneci indiferente, sabia que para os humanos, essa reação causava um distanciamento, mas cada vez que percebia um desconforto de Bella, não conseguia evitar perguntar sobre seu braço, ela sempre mentia tentava disfarçar um sorriso, e dizer que estava bem, típico de Bella, como me intrigava não poder ler sua mente saber o que se passava ali, poderia ter uma ideia de sua reação, como fazer isso, eu não tinha experiências em relacionamentos, muito menos em por fim neles.
No almoço, percebi Bella olhar pelo refeitório, obviamente se perguntando por Alice,  não comentei a ausência dela,  estava tentando parecer indiferente, frio, como um monstro tem que agir.
- Onde está Alice? –
Eu desmanchava uma barra de cereais nas mãos.
- Ela está com Jasper.
- Ele está bem? –
- Ele vai ficar fora por algum tempo.
- O que? Onde?
Levantei os ombros num gesto de despreocupação.
- Nenhum lugar em particular.
-E Alice também?
- Sim. Ela vai ficar fora por algum tempo. Ela está convencendo ele a ir á Denali.
É logico que não podia falar ainda que era para lá que todos estavam planejando ir,
Denali era aonde viviam nossos amigos, que por conta de nossa singularidade em se alimentar de sangue animal, nos considerávamos como da família, primos.
Bella estava com feições de preocupação uma ruga se formou em sua testa e vi a ausência de circulação em seus lábios os deixando brancos, uma reação que deixava os humanos não muito bem, como queria poder conforta-la passar a mão em seu rosto e dizer que ficaria tudo bem, se nem eu sabia o que o futuro aguardava, sabia que teria que lutar com todas minhas forças para ser forte, ela engoliu seco, senti que a qualquer momento ela poderia desmaiar, será que seu braço piorou?
- Seu braço está te incomodando? – perguntei solicitamente, mas o que eu queria realmente era abraça-la.
- Quem liga pro meu braço estúpido? – realmente ela estava se sentindo culpada, novamente.
Não consegui dizer mais nada, ela desabou a cabeça em suas mãos, e eu estava em pedaços como eu podia aguentar mais esse sofrimento, mas teria que ser forte para o próprio bem de Bella.
Continuei com meu plano de tentar deixar as coisas mais fáceis, e fiquei totalmente calado, mesmo quando a minha vontade era de dizer algo para ela que a fizesse se sentir bem, foi a caminho de seu carro que ela falou comigo.
- Você vai aparecer hoje á noite? – como eu poderia, eu estava tentando um afastamento, e ficar com ela só tornaria as coisas difíceis, e certamente me fariam desistir como Alice viu.
- Mais tarde? -Ela disse e eu fiquei surpreso será que ela também estava tentando se afastar. Será que minha indiferença está surtindo efeito.
- Eu tenho que trabalhar. Eu troquei meu horário com a Sra. Newton por ter faltado ontem.
- Oh – eu tinha me esquecido completamente disso, o emprego idiota, se bem que é bom que Bella tenha distrações.
- Mas você vai vir mais tarde quando eu estiver em casa, certo?
Era tão difícil negar algo a ela, eu tinha que me afastar, mas não resistia, seria meus últimos momentos com ela poderia aproveitar um pouco, ai que egoísta pensando em mim novamente.
- Se você quer que eu vá.- disse com uma pontada de dor em meu peito oco, tencionando que sua resposta fosse o esperado mas com medo.
- Eu sempre quero – Bella, sempre Bella animada e espontânea, se pudesse chorar esse era um dos momentos como ela podia me querer por perto, ontem ela não teve a prova de que sou realmente o assassino que se tem que afastar.
- Tudo bem, então – tentei com toda minha força parecer indiferente, era o máximo que conseguia, eu precisava estar com ela, aproveitar cada minuto.
Beijei sua testa, mas querendo desesperadamente beijar seus lábios, fechei as portas do carro, e andei em direção ao meu, dava passo lento no ritmo humano, era como se  estivesse cavando uma cova, e no fim quem seria enterrado era meu coração gelado.
Sai do estacionamento parei em um acostamento, e  nesse momento senti realmente que eu estava me quebrando em pedaços, respirei fundo liguei novamente o carro, quando quase chegava em casa, a dor estava cada vez maior senti como cada  membro de meu corpo fosse se separar do resto, então não pensei duas veze derrapei o carro e fiz a volta acelerei o máximo que pude, estava a caminho de forks novamente, não demorei para alcança-la, sua picape era lenta, mas diminui a velocidade era covarde demais para chegar perto, observei de longe ela estacionar planejei em arrancar o carro e antes dela entrar no trabalho eu iria lhe dar um beijo dizer que esta tudo bem, eu podia pensar em uma alternativa, quando fui arrancar avistei Mike indo a seu encontro, isso me tirou a concentração e eu passei pela loja, e ela nem me viu parei o carro no acostamento novamente o eu estava fazendo? Egoísta, egoísta, eu pensava o que era sentir um pouco de dor pelo bem dela, para que ela não sofra, eu não podia ser tão egoísta em pensar somente em mim.
Liguei o carro e voltei para casa quando entrei escutei os pensamentos confusos de todos, eles tinham me ouvido chegar e voltar e estavam confusos:
“será que ele mudou de ideia”
“Ah Carlisle espero que sim, eu já o vejo sofrendo, não vou suportar’
Entrei Carlisle me recebeu
-Olá filho! Como esta?
- Como eu devia estar? Passei uma manhã de tortura.
-Filho não faça isso não sofra nós daremos um jeito, Esme tentava argumentar. – Ela sofria profundamente por me ver assim e essa era um dos motivos que eu devia me afastar de minha família eles não mereciam me ver assim, e sofrer junto.
-Não há jeito, o único e deixa-la em paz, continuar sua vida, não posso mais colocar sua vida em risco.
Eu só tenho que ser forte
-Então vamos o quanto antes, não fique se torturando, eu já avisei hoje no hospital e pedi minha demissão.
-Não posso, eu sei que os humanos precisam de um tempo para se acostumar, então só estou tentando ser um tanto distante, assim fica mais fácil se ela não tiver somente lembranças carinhosas de minha parte, acredite na mentira.
-Como mentira filho?
-Esme você acha que será fácil fazer Bella aceitar minha partida se não for por mentira, eu tenho que faze-la acreditar que não a amo, é o único jeito.
-Tudo bem filho aja como pensa ser melhor, só cuidado para não se machucar muito.
-É filho sua mãe tem razão, se para os humanos já e difícil lidar com a perda, em nossa espécie temos os sentimentos intensificados,  os sentimentos de perder um parceiro podem causar uma dor que talvez nunca seja curada.
-talvez eu mereça por ser tão egoísta.
-Não pense assim.
Fiquei um tempo em meu quarto e angustia só aumentava, desci correndo e só pude ouvir o pensamento de Esme.
“filho, não se torture,”
Eu já me torturava a tempos o que eu não podia era tortura-la.
Encostei o carro e Bella não havia chegado ainda do trabalho bati na porta e Charlie atendeu:
-Entre Edward.
-Olá Charlie.
-Venha Bella ainda não chegou, mas ainda tem pizza de ontem e vão passas um jogo me faça companhia.
-Sim claro
Empurrei um pedaço de pizza fria era inconveniente, mas eu já estava passando por tanto que isso era simples, nos sentamos na sala Charlie era um home discreto, e seus pensamentos se concentravam em Bella se estava bem, se iara demora, e no resultado dos jogos.
Preocupação simples era assim que eu queria que Bella vivesse, na simplicidade da vida humana, sem se preocupar se seria morta por um vampiro, a cada dia.
Ela chegou e obvio viu meu carro então sabia que eu estava ali.
- Pai? Edward?
- Aqui – Charlie chamou.
Respirei fundo, teria que começar meu teatro de indiferença, ela pendurou o casaco eu foquei meus olhos na tevê para disfarçar meu desespero e desejo por ela naquele momento.
- Oi – ela respondeu
- Oi, Bella – Charlie respondeu. – Nós acabamos de comer pizza fria. Eu acho que ainda está na mesa. – Bella sabia de meus hábitos alimentares, o que será que pensou?
- Ok.
Sorri para ela, era impossível não ser um pouco gentil.
- Eu vou logo depois de você – prometi
Ela foi até a cozinha, escutei que ela sentou-se,  não comeu, estava muito quieta, ela sentiu a tensão, não era habito eu ficar longe, dentro de mim tive que lutar com a vontade de levantar e a seguir, mas sabia que se fosse até seu encontro não resistiria a vontade de conforta-la dizer que a amava, fiquei ali imóvel, eu não sabia como agir em situações assim.
Escutei ela se levantar, pegou a câmera fotográfica escutei  ela subir ao seu quarto, e a câmera disparou algumas vezes, não sei o que podia se passar pela sua cabeça mas ela também não agia como de costume, ela desceu andou como se para surpreendermo-nos, obvio que ocorreu isso com Charlie quando ela disparou a câmera e tirou uma foto.
- O que está fazendo Bella?- Charlie não gostou muito da ideia
-Ah sem essa, você sabe que a mamãe vai ligar logo para saber se estou usando meus presentes. Tenho que fazer alguma coisa antes que ela fique magoada. – Bella falou e sentou-se no chão, ela sorriu e eu pude perceber a tensão por traz desse sorriso.
Ela me pediu para tirar uma foto sua com seu pai. Era um quadro perfeito, sempre teria que ser assim a família feliz sem a interferência de um monstro, Bella não sorria:
-Você tem que sorrir Bella. – Disse a ela, como era lindo seu sorriso, mesmo tenso e preocupado.
Charlie ofereceu-se para tirar uma foto nossa, ela se aproximou coloquei de leve meu braço em seu ombro, ela por sua vez me abraçou forte na cintura, uma eletricidade percorreu meu corpo, eu não podia aguentar aquilo, um simples toque podia estragar minha decisão, rapidamente me sentei tentando relaxar quando o programa acabou levantei-me eu teria que sair dali o mais rápido possível, não poderia aguentar aquela tortura estar tão perto e ter que ficar tão longe.
Ela me seguiu ate a porta:
-Vai ficar?
-Esta noite não. – sabia que se ficasse não teria forças.
Ela ficou calada, e ficou ali na chuva, vi pelo retrovisor que não entrou como tive que lutar contra a vontade de dar meia volta e a pegar nos braços, a tirar dali e fugir para longe, acelerei o carro não tive coragem de ir para casa, não suportaria os pensamentos de Esme.
Fiquei em uma arvore observando a chuva, e comecei a me lembrar da primeira vez que vi Bella no refeitório, como a julguei insignificante a não ser pelo fato de não ler sua mente, como teria sido diferente se tivesse continuado assim.
Naquela sala de Biologia, lembrei-me da vontade de mata-la de beber seu sangue ali naquela sala de como o assassino dentro de mim despertou naquele dia, quando fui embora e se não tivesse voltado, ela não sofreria uma perda, se eu não tivesse sido estupido.
Esses pensamentos me deram cede, então fui para longe e cacei só encontrei um rebanho de herbívoros, com a cede controlada votei ate meu carro a noite ainda se estendia sem ao menos perceber meu rumo me dei conta que estava em frente à residência dos Swam, escalei sua janela e a observei de longe ela estava inquieta, era assim que acontecia quando chovia, ela falou muito aquela noite:
“há Edward, me desculpe.”
“Adeus mamãe”
“Adeus Charlie”
“Eu os Amo tanto”
“Edward, Edward.”
Ela se culpava até nos sonhos, e porque se despedia de seus pais, ela os amava, eu não poderia afasta-la do que amava, desci e fui para casa trocar a roupa o dia já iria amanhecer, eu teria que aguentar mais um dia de tortura.
A manha passou como a anterior eu continuei indiferente, e Bella estava muito distraída, o que não era normal, pois ela sempre era muito atenta, o Sr Berty repetiu mais de uma vez a pergunta sobre Lady Capuleto, eu sabia que Bella saberia a resposta, mas soprei a resposta para ela.
Estava muito difícil continuar com aquele teatro, no almoço Bella interagiu um pouco com seus amigos brincaram com a câmera dela tirando fotos de todos e de tudo, eram atitudes atípicas de adolescentes, vi que minha indiferença estava dando espaço a esses relacionamentos, imaginei que com minha partida os amigos seriam um bom refugio e distração para Bella.
Era exatamente isso que eu queria para ela uma vida normal e humana, e sem minha interferência Bella teria isso.
Andei em silêncio com ela ate seu carro, hoje ela não me perguntou se eu iria até sua casa, talvez nem quisesse, meu plano poderia estar dando certo?
De longe a segui, hoje lembrei que ela iria trabalhar, ela parou na loja de revelação, fui ate em casa e me deparei novamente com os pensamentos de Esme.
“Carlisle, convença Edward a desistir disso, eu não quero minha família, meus filhos espalhados por ai, nos devemos ficar juntos.”
“Esme Edward sabe o que faz, eu não posso obriga-lo a nada.”
“Claro que pode e sua autoridade, você é ou não o pai dele,”
“Eu sempre me vi assim Querida, mas não posso nega-lo o direito de escolha, ele é maduro sabe tomar suas decisões, e ele volta, lembrasse, nossa família vai se reunir, só pode demorar um pouco.”
Entrei Carlisle e Esme estavam abraçados, era muito injusto faze-los passar por isso, mas era preciso, eu sabia que estava me tornando um nada e não poderia fazê-los conviver com isso.
-Carlisle, Esme, Desculpe por fazê-los passar por isso principalmente você Esme, minha mãe, não vai se prolongar muito amanhã eu colocarei um fim em tudo, vocês já podem ir eu vou logo depois.
-E para onde você vai?
-Não sei, sinceramente não sei, terei que arrumar alguma distração.
-Filho não faça nenhuma besteira.
A mente de Carlisle estava cheia de preocupação com o que eu poderia fazer.
-Carlisle eu prometo por vocês dois que não farei nada imprudente, pelo menos enquanto Bella viver.
Ao falar isso percebi esme se encolher.
-Como assim? O que você quer dizer.
-Eu tentarei levar essa existência pelo máximo de tempo que minha angustia suportar, mas sei que minha razão de vida, estará aqui com Bella, e enquanto ela viver estiver feliz, formar família, eu estarei vivo só por saber que ela estará, mas sei que ela não viverá para sempre, e se minha razão de vida se for, eu não terei mais motivo de viver.
Carlisle se irritou com meu argumento.
-Isso é insano.
Esme entristeceu-se tanto que se retirou.
-Entenda Carlisle, eu só estou tendo força de deixa-la por saber que ela tem maior chance de ser feliz sem mim, se não fosse essa certeza eu jamais a deixaria, e o pouco que entendo do amor sei que devemos fazer sacrifícios, mas eu não suportarei existir nenhum minuto sequer sabendo que ela não existe mais, então não me julgue, e tente entender que só pelo fato de eu ter sentido o que sinto por Bella, já vale toda minha existência.
Carlisle não argumentou mais e nem julgou ele entendeu o meu sacrifício, se retirou e foi resolver mais algumas pendencias no hospital e a noite partiu com Esme.
Entrei em meu carro e fui observa-la pela ultima noite novamente não dormiu bem, lembrei- me das noites que vinha aqui sem o conhecimento de Bella, suas noites eram inquietas ela falava, mas nunca como agora, eu era o motivo de Bella ter tantos pesadelos, lembrou-me da primeira vez que falou meu nome, como me deu vida.
Há! Bella me deu vida, e eu só poderia retribuir dando-lhe o direito a ter a sua!
A grande mansão da Família Cullen estava vazia, eu nem me dei ao trabalho de acender as luzes, eu observava a noite, estávamos na Lua nova, a noite era mais escura que o normal, como Forks era constantemente nublada fora a falta de lua não se podia ver nem as estrelas e era exatamente assim que eu me sentia com relação a deixar Bella, como uma Noite sem Estrelas.

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